IGREJA PRESBITERIANA DO JARDIM GUANABARA

AZNIV KUYUMJIAN

16/04/1930 - 12/07/2007

�Preciosa � aos olhos do Senhor a morte dos seus santos.� (Salmo 116.15)  

Ainda estamos sob o impacto da morte de nossa querida irm� Azniv. Na ultima quinta-feira, a not�cia do falecimento espalhou-se c�lere: �Azniv faleceu!� As pessoas custavam a acreditar. �Mas como, ela era t�o alegre e jovial, como pode ser?� Sabemos que a Igreja espera uma palavra pastoral. �Que diremos pois a vista destas coisas? Se Deus � por n�s, quem ser� contra n�s?� (Rm. 8:31), exclama o ap�stolo Paulo. Todos n�s sabemos que � breve a nossa peregrina��o neste mundo. Temos de nos render � soberania divina. No mesmo texto de Romanos 8, lemos: �todas as coisas concorrem conjuntamente para o bem dos que amam a Deus�. Azniv est� com o Senhor. Certamente j� recebeu os galard�es e ouviu as palavras: �bom est� serva boa e fiel... entrai na gozo de teu Senhor.� Uma perda para a fam�lia Kuyumjian e Guanabarina.

 


A simpatia em pessoa

 

 

 

Boletim do Culto de a��es de gra�as pela vida de Azniv

AZNIV KUYUMJIAN

 

                Azniv nasceu em S�o Paulo , Capital, no dia 16 de abril de 1930, de fam�lia arm�nia e de pais evang�licos. Passou sua inf�ncia e juventude freq�entando a Igreja Evang�lica Arm�nia. Era vi�va do Dr. Alberto Kuyumjian, com quem teve cinco filhos, Ricardo, Gilberto, Roberto, Beatriz e Priscila. Em 1971, veio residir em Campinas e passou a freq�entar a IPJG. Era l�der da SAF e ocupou a presid�ncia por v�rias vezes. Projetou-se no �mbito nacional do Trabalho Feminino e ultimamente era Secret�ria Sinodal. Dedicou toda sua vida ao trabalho da Igreja, participando ass�duamente do Coral Kay F. Brown, das reuni�es do Minist�rio da Melhor Idade, da Sociedade Auxiliadora Feminina, do Minist�rio de Visita��o, da Escola Dominical, atualmente era professora da Classe Dayse Serra Souza.

 Azniv deixa uma lacuna enorme em nosso meio e j� estamos saudosos do seu sorriso, da sua palavra sempre amiga e incentivadora. Transcrevemos adiante o testemunho de seus netos. � � s�bado... campainha, beijos, abra�os, mais beijos, perfume, �vai tirando um aperitivo, vai! Quer um suquinho?� risadas, tios, sobrinhos, netos, primos, FAM�LIA, B�blia, hinos, Deus.

J� na mesa�, esfiha, coalhada seca, sil�ncio (porque a comida ta boa!, �Voc� primeiro, depois eu!�, �Senta um pouco, Vov�!�, sobremesa, risadas, bolo, pudim, sorvete, �S� mais um pedacinho, n�o quer?�, comunh�o, fam�lia.

�Tchau! At� amanh�, na Igreja!�

S�o tantas as palavras que v�m � mente quando pensamos na Vov�! Fica, acima de tudo, o exemplo de mulher virtuosa, crist� verdadeira e serva fiel do nosso maravilhoso Deus! Com seu cora��o enorme estava sempre pronta a ajudar e a servir os outros. Cativava qualquer um ao seu redor. Seu carinho, ALEGRIA e disposi��o v�o deixar saudade, mas temos certeza de que cumpriu seu papel.

            Agradecemos a Deus pela vida dela! Pela m�e, esposa, av� que foi e por tudo o que significou para os que com ela conviveram e foram contagiados pela sua alegria.

Arthur, Guilherme, Marcelo, Rachel, J�ssica, Andr� e Gabriel.

 


TESTEMUNHO

�Com muitas l�grimas e dor no cora��o, fui ao enterro da D. Azniv Kuyumjian ontem. Foi o mais concorrido em que estive nestes �ltimos anos. As marcas de amor, bondade e servi�o que ela deixou, cravaram fundo em todos os que ali puderam estar e muitas outras pessoas que nem chegaram a tempo, ou a saber a s�bita informa��o de seu passamento. Para n�s fica sua lembran�a de modelo de mulher crist�, sempre servindo com alegria! Eu sempre dizia a ela: D. Azniv, quando eu crescer, quero ter sua estatura, ser como a senhora. Me ocorreu agora que temos que continuar crescendo, como ela, � altura de Cristo... para a visibilidade exemplar de quem passa pelo nosso caminho, principalmente das nossas futuras gera��es. E que Deus mesmo perdoe nossas mancadas... Acho que vai ser duro chegar l� na igreja e n�o t�-la de bra�os abertos e palavras encorajadoras a todos n�s... � a nossa vez de pegar seus modos e continuar plantando a semente da Gra�a de Deus!!!�

Ana Maria C. Rocha.
13/7/2007


MENAK PAROV AZNIV KUYUMJIAN!

 

Parev Azniv!

(Ol� Azniv!))

E a resposta vinha jovial e fraterna,

Em sua l�ngua materna:

Pari L�is, Pateli!

(Bom dia, meu pastor!)

Intcbess es?

(Como est� o senhor?)

Shad lav (muito bem), eu respondia;

Cena que se repetia, quase todo dia.

 

Azniv costumava dizer ser o Arm�nio

A l�ngua falada pelos anjos no `mil�nio�.

Na verdade, esta era sua l�ngua materna;

De um anjo que viveu aqui na terra.

 

(Ela n�o somente se dizia crist�.

Mas vivia Cristo em todo seu af�.)

 

Eis seu curr�culo de vida:

Presidia a SAF do Jardim Guanabara,

 Cantava contralto no Coral,

Assistia reuni�es do D.M.O.,

 Ensinava na Escola Dominical,

Participava das reuni�es da Terceira Idade,

Atuava em Eventos, na UPA e na Mocidade;

 

Recepcionava, aos domingos, os visitantes

Aproximava os casais distantes;

 Freq�entava o Grupo de Ora��o da ter�a-feira,

E o grupo Guanabara, na quarta-feira.

 

 

Comparecia aos C�rculos da Federa��o,

Era l�der tamb�m da Confedera��o.

Enfim; era organista, palestrante,

conselheira, auxiliadora, companheira...

M�e, av�, irm� e amiga incondicional.

 

Menak parov, tsedesutiun, Azniv!

(Adeus, at� breve)

 

                                                       Besaliel F. Botelho/Rev.  


 

AT� LOGO AZNIV

 

 Irm� dileta

 Luz dos meus olhos

 Anelo de meus sonhos

 Fonte cristalina

 De s�bios conselhos

 �ltimo remanescente

 Dos companheiros

 Da longa viagem

 Ca�ula jovial

 Polo de atra��o

 Centro de gravidade

 De gente sem conta

 Nunca falhaste

 De ser prestativa

 De dar-te a ti mesma

 De o bem semear

 De fazer da vida

 Pretexto para amar

 Nunca tra�ste

 Tua �ntima voca��o

 De ser alegria

 Reflexo risonho

 Do encanto da vida.

 Agora partiste

 Num instante fugaz

 Em sil�ncio de paz

 Sem nada esperar

 Sem fardo causar

 Partiste serena

 Serena deixaste

 A terra mortal

 Para do al�m acenar

 Com gestos de amor

 Partiste e deixaste

 Vazio abissal

 Que s� a saudade

 Pode querer preencher

 Saudade infinita

 D�-me a tua m�o

 Faz da aus�ncia sentida

 Uma presen�a inef�vel

 Reinventar a vida

 Reaprender a ser

 Recome�ar os passos

 Da longa caminhada

 Sob os olhares distantes

 Daquela cujo nome

 Evoca meiguice e ternura.

 At� logo irm� dileta

 At� logo minha querida Azniv.

 

                                   

                                                         Aharon Sapsezian

 


 

"A chama de uma vela pode se apagar de duas formas.
A primeira delas � quando a chama se apaga por haver queimado toda a luz que tinha para dar. Como se estivesse cansada de iluminar. Anuncia o seu fim. Sua pequena luz estremece e e simplesmente se apaga. A segunda � quando a chama est� brilhando forte e iluminando. Est� cheia de luz para dar. A�, repentinamente, sopra uma lufada de vento e ela se apaga. Foi assim que a Azniv se apagou. Dormindo.
Quisera que minha morte fosse assim"


                                                   Rubem Alves
                                                                                        

                                                                                                     Correio Popular, Caderno C, 22 de julho de 2007