Naor Brisola

 

2 de dezembro de 1934 – 19 de julho de 2010

 

 

 

"Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio".   (Salmo 90:12)


          Era o querido Ná, como a sua esposa sempre gostou de chamar. O filho que se dedicou com tanto esmero aos pais até o final dos dias destes. O irmão valioso que amava e acompanhava de perto a vida e as bonitas famílias dos irmãos. Aquele que se integrou na família da esposa, como o tio, cunhado e genro, tendo participado do convívio e das responsabilidades, sempre com tanta alegria. Também foi o pai tão especial que por toda a vida, até mesmo na idade adulta dos filhos, sempre foi fonte de instrução, conselho, ponderação e amizade. Esse era o vovô Naor, que junto com a vovó Zulmira, sempre se desdobraram para acolher os netos, e fazê-los crescer em amor, abrindo a casa para recebê-los, viajando quando possível para estar com aqueles que viviam longe, e dando com alegria aquele amor e cuidado tão especial que só os avós sabem dar. O Sr. Naor, do Hospital Vera Cruz, era essa pessoa que tinha tanto apreço para com a vida, que enquanto alguns de nós viam tão claramente no convívio familiar, outros viviam a mesma experiência no ambiente profissional. Dedicado ao Hospital por mais de quatro décadas, esteve envolvido nos seus mais diversos aspectos, da escrita contábil, à caldeira de vapor, dos relacionamentos trabalhistas aos planos de expansão, nas questões legais, ou na compra de equipamentos, em companhia de tantos colegas da administração, da diretoria e do corpo clínico - alguns que também como ele, já dormem - que juntos tornaram a sua profissão mais do que um simples trabalho e sim uma contribuição à vida humana. O seu envolvimento no trabalho, nós os da família sempre podíamos ver, na maneira como éramos tão carinhosamente recebidos quando passando pelo Hospital.

          Em tudo isso, era ele alguém que havia alcançado um coração sábio. Sabemos que isso veio de Deus, pois ele andou com Deus. Desde a infância foi criado na admoestação do Senhor, em um lar que amava a Deus. Começou muito cedo, ainda moço, na vida profissional, com os mais diversos serviços até que pudesse se estabelecer profissionalmente, vivendo desde o começo com a ética, a sabedoria e as alegrias da vida com Jesus. Cresceu na Igreja, onde conheceu aquela que viria a ser a sua esposa com a qual se casou há 50 anos. Cantavam juntos no coral.

Vindo para Campinas, logo se envolveram com a Igreja local, onde como presbítero, ofereceu seus dons e seu envolvimento, na vida da Igreja local, e nas congregações em bairros e municípios vizinhos. Com isso, pode ser instrumento de Deus para que a Sua mensagem de amor, esperança e salvação pudesse chegar a tantos, até mesmo no dia de hoje. No coral, na escola dominical, na comunhão com os irmãos na fé, desfrutando de tantas bênçãos e de bom convívio, ele pode viver aqui aquela que voi a grande promessa de Jesus: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância" (João 10:10). E sabemos que agora ele vive esta promessa na sua total plenitude.

                                                                     A família